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Embelezar ou não, eis a questão

Com o passar do tempo, a chamada beleza artificial ganhou lugar face à beleza natural. Seja pelo recurso a unhas de gel, a extensões capilares ou de pestanas.
Estas novas soluções estéticas no mercado obrigam a cuidados específicos, por exemplo, se apanhou sol ou tem a pele bronzeada e está a pensar recorrer à depilação a laser deve adiar a ideia.
Da cabeça aos pés, a Clínica DermAge mostra-lhe que outros cuidados deve ter para que esta nova beleza não interfira com a sua saúde.

Extensões de pestanas:
Ao contrário da permanente de pestanas, que apenas revira e pinta as pestanas naturais, na extensão são usadas pestanas sintéticas e pré-reviradas que são coladas, uma a uma, na pálpebra. Apesar de serem sintéticas, não devem deixar de cumprir a função protetora dos olhos. Os riscos desta tendência que já virou moda, apesar de tudo, são raros.
No entanto, o seu uso prolongado pode potencialmente interferir com a visão, no crescimento de novas pestanas, causar dermatite, dificultando a normal higiene das pálpebras e aumentando o risco de infeções por bactérias ou fungos. Se se deslocarem podem ficar alojadas no olho, causando lesões traumáticas. A prática deve ser executada por profissionais experientes.
Deve consultar um médico caso sinta comichão, o olho fique vermelho, produza uma secreção mucosa ou purulenta, sinta dor ou visão enevoada. Quanto à frequência, saiba que esta prática pode ser realizada sempre que desejável em mulheres saudáveis sem problemas de pele ou alergias. E quem não deve fazer? Portadores de lentes de contacto. Se uma pequena partícula da pestana se colocar entre a lente e o olho, pode causar trauma. Em caso de infeção ou alergia ocular, as pestanas sintéticas também podem interferir com a eficácia dos medicamentos.

Extensões capilares:
Para além dos benefícios estéticos e dos seus reflexos na autoestima, são uma solução fácil e rápida para aumentar o volume e comprimento do cabelo. Existem vários tipos de extensões, nomeadamente extensões sintéticas mistas, que combinam cabelo humano com uma mistura de ácido, tinta e silicone e ainda extensões naturais, as mais seguras e as únicas livres de tratamento químico.
Quanto à técnica de aplicação, a mais comum é a de queratina quente, na qual as madeixas incluem queratina que se funde com o cabelo através do calor. O mesmo processo pode ser feito a frio, com vibrações ultrassónicas. Também existe a aplicação por micro-cilindros, pequenas aplicações metálicas ou de silicone que se fixam e escondem as extensões junto à raiz. Se não forem aplicadas junto ao couro cabeludo não há riscos para a saúde. Mas a haste capilar, mesmo sendo uma estrutura morta, pode ficar danificada pelas colas e ferros de aquecimento. Se, por um lado, as extensões são certificadas e previamente submetidas a controlos de qualidade, por outro, o uso de produtos químicos (colas e champôs) e ferros de aquecimento exige uma utilização cuidada por especialistas.
As extensões podem manter-se entre dois a seis meses e ser aplicadas sempre que desejar, desde que não comprometam a saúde capilar. Queda de cabelo, falta de brilho e comichão podem indicar que o cabelo precisa de respirar.

Unhas de gel e gelinho:
As unhas de gel e o gelinho são uma das tendências de beleza artificial mais rapidamente adotadas pelas consumidoras nacionais. Basta andar na rua e olhar atentamente para o perceber. Cola-se à unha natural uma espécie de unha artificial, cortada e limada à medida. Aplica-se a base protetora e duas camadas de cor, com intervalos de dois minutos (o tempo de secagem no forno ultravioleta).
Finalmente, é aplicada uma camada de gel. Para além do efeito estético é uma das alternativas mais imediatas para camuflar anomalias nas unhas. Quanto a riscos, há possibilidade de ocorrerem alterações na superfície da unha, como sulcos, mudança de cor, perda de brilho e inflamação nas cutículas. Em casos mais graves, pode ficar alterada durante anos.
Além disso, o uso de raios ultravioleta na secagem potencia o aparecimento de tumores de pele nas zonas expostas, sobretudo se os tratamentos forem repetidos muitas vezes. Quase todas as pessoas saudáveis podem recorrer a esta técnica, desde que os cuidados de assepsia, desinfeção e esterilização dos materiais estejam assegurados.
Antes de se sentar na cadeira da manicure, certifique-se de que os utensílios de metal ainda estão quentes. Significa que acabaram de sair do esterilizador. Não permita que as cutículas sejam cortadas pois são essenciais à proteção da unha. A unha demora entre dois a três meses para se renovar totalmente, pelo que é recomendável respeitar esse período entre aplicações.
A remoção frequente do gel danifica a superfície ungueal, deixando-a desprotegida.
E quem não deve fazer? Pessoas com problemas imunitários e maior risco de infeção e tumores cutâneos, por exemplo, doentes transplantados.
Se tem uma doença de pele como psoríase, dermatite de contacto, eczema ou se as suas unhas têm um aspeto alterado, deve ser avaliada por um dermatologista. Também não deve usá-lo caso as unhas não estejam saudáveis, por exemplo, devido à presença de fungos.

Coloração e Descoloração do cabelo:
As colorações temporárias não apresentam riscos para o seu cabelo. Balayage, madeixas, clarear ou coloração clássica…só tem de decidir a técnica que prefere. Sim, as colorações temporárias têm tudo para lhe agradar: vão sendo eliminadas com o tempo, através das lavagens e uso do shampoo. As suas fórmulas não contêm amoníaco. Cobrem a fibra capilar de forma parcial, sem a fragilizar.
Já as técnicas irreversíveis apresentam perigos. Sabe que a coloração permanente é realizada através de oxidação, que tem a reputação de sensibilizar o seu cabelo? Com efeito, penetra a fibra capilar em profundidade para modificar os pigmentos de forma definitiva. O cabelo é efetivamente fragilizado.
Em relação à descoloração, esta é sem dúvida a técnica mais agressiva. Idealmente, evite-a ou use-a só em casos excecionais. Se for mal realizada ou feita de forma repetida, pode alterar a saúde e vitalidade do seu cabelo por muito tempo.

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